terça-feira, 21 de setembro de 2010

Preguiça de Viver

Ando com extrema preguiça de postar aqui.
Falta de assunto? É, talvez... mas é mais falta de vontade mesmo.
Percebi, relendo alguns posts, que o meu ímpeto de postar era motivado por uma enxurrada de problemas e indecisões na minha vida.
Hoje, esses problemas não mais existem, então não tenho muito sobre o que falar, senão que minha vida anda boa, meu namoro tem rendido bons frutos e tudo mais... isso é relativamente maçante tanto pra mim, que escrevo, quanto para você, que lê.
Ninguém quer saber sobre coisas boas... o povo gosta é de ler desgraças, tristezas, infortúnios. Assim como ninguém compra um jornal que discorre sobre o aumento do reflorestamento na amazônia, sobre histórias bem sucedidas ou nascimentos, ninguém lê um blog sobre uma vida comum e feliz... antagonicamente, basta pintar um "Hoje terminei meu namoro", "Hoje meu cachorro morreu" ou até "Hoje meu CD do Restart sumiu" que o número de views pipoca... maldita onda emo/colorida.

É por este e outros motivos que não escrevo tanto mais.
Ninguém liga pra felicidade dos outros, a menos que ela esteja acabando.

Vou largar de ser gay e trabalhar.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

2.3

Uma ascenção absoluta desde o último 25 de agosto. É o que resume melhor essa data.
Não sou muito empolgado em comemorar aniversários, quanto mais o meu, mas esse ano eu sinto um gostinho de vitória nessa data, por dezenas de motivos pessoais e impublicáveis.

Parabéns pra mim e, principalmente, pra quem tornou desse o melhor ano de todos desde sempre. (:
Porque esse ano eu finalmente vivi os 365 dias.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

13:37

"Os homens deviam ser o que parecem ou, pelo menos, não parecerem o que não são."
William Shakespeare

Achei isso nos meus rascunhos de texto pro blog lá na pasta de 2009 e resolvi postar.
To quase nascendo de novo :B

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Memento Mori

"Did you imagine the final sound as a gun?
Or the smashing windscreen of a car?
Did you ever imagine the last thing you'd hear as you're fading out was a song?"
Porcupine Tree - Arriving somewhere but not Here
     Já tentou imaginar como será o dia e ocasião da sua morte? Não sei se é a morbidez natural da minha personalidade, mas eu sempre penso nisso... na reação das pessoas, na situação, nas sensações de perder a consciência pela última vez.

     Ontem mesmo, feliz e contente saindo do trabalho (ok, talvez não tão feliz nem contente assim), coloquei meus fones no ouvido com o volume máximo, como usual, e fui pegar o metrô pra casa, assim como todos os dias.
     Parecia um dia de sorte, pois ele já estava na estação quando cheguei lá. E vazio! (só eu sei como eu me sinto em algum transporte lotado tendo mais de 1,90m de altura) Acontece que, como todo mundo que anda de Metrô sabe, ele toca um som alguns segundos antes de fechar a porta, pra avisar mesmo, sabe? Acontece ainda que eu estava tão empolgado com a música alta que não ouvi o som... e A PORTA FECHOU COMIGO NO MEIO! D: (nessa hora eu entendi o motivo de todo estar olhando meio agoniado pra mim quando estava entrando) Velho, eu juro que por um momento eu pensei que ia ser arrastado pelos trilhos e jogado, eletrocutado, atropelado, queimado, ou alguma combinação entre essas opções, pois o vagão começou a andar comigo metade pendurado pela mochila, metade desesperado dentro dele.

     Eu já quase morri uma vez, quando criança. Fui provar que tinha coragem (o que sempre precede uma merda catastrófica) de entrar na correnteza de uma cachoeira segurando somente em um galho podre que estava na margem... velho, o galho era PODRE! Aonde, nesse ser iluminado, eu pensei que aquilo ia me aguentar? Obviamente ele quebrou nos primeiros 5 segundos que me apoiei e a água me levou rio abaixo. Nessa época eu não nadava bem o suficiente pra poder chegar em algum lugar que não fosse o fundo e, basicamente, me resignei e fiquei olhando as bolhas da água (provavelmente algum efeito bizarro provocado pela falta de oxigênio no meu cérebro) até apagar de vez.

     Acordei vomitando MUITA água e com meu pai desesperado do meu lado... ele tinha visto meu braço levantado na correnteza, (o que deve ter sido um reflexo de autopreservação, pois não lembro de ter feito isso) pulado na água e me puxado de volta.

Eu não acreditava nessas histórias de que você vê um filme da sua vida antes de morrer... mas agora, depois de duas experiências tensas eu percebi que isso não é balela. Preso na porta do Metrô eu só conseguia pensar nas coisas que eu não tinha feito ainda, em como eu tinha desperdiçado meu último dia trabalhando e tudo mais (além de, é claro, "vou morrer agora, fudeu!").
Finalmente, uma pessoa muito benevolente (e forte pra cacete) me puxou pra dentro do metrô e meus segundos de terror acabaram.
E eu me pego a pensar... essas coisas só acontecem comigo, né? D:

(ok, contando agora não parece tão assustador, mas eu te desafio a ficar pendurado no metrô pra vc ver >.>)

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Semana Corrida

É o que tem justificado a minha falta de posts criativos.
Trabalho demais (nem tanto, na verdade), responsabilidades novas e uma falta latente de criatividade tem me assolado esses tempos.
Voltei a deixar a preguiça me dominar e entrar na rotina "trabalho -> casa -> namoro", e longe de mim reclamar de qualquer fruto disso... muito pelo contrário, tem me rendido dias maravilhosamente bons e ótimas risadas.
Apertei todos os parafusos soltos na minha vida: resolvi problemas do carro, estou cuidando da minha alimentação, fazendo exercícios, cuidando da pele, voltei a posar, o que me deixou bem feliz e me sentindo muito bem comigo mesmo.

De resto, hei de estudar mais pra poder ficar rico logo e poder torrar todo o meu dinheiro em coisas fúteis e supérfluas que inflam meu ego capitalista e estampam um sorriso dourado na minha cara.

E esse foi mais um post vazio, sem assunto e sem criatividade, direto do ócio do meu trabalho.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Musicalidade

Sempre achei que música fosse algo sobrenatural,um talento proveniente do berço, uma dádiva, no mais puro sentido da palavra.
Após alguns anos estudando, percebi que não se tratava de nada mais do que alguns conceitos matemáticos aplicados em instrumentos milimetricamente construídos para emulá-los sonoramente. Escalas, modos, melodias e harmonias... nada mais tinha aquele tom de mistério, de fantástico. Era a arte sendo desconstruída... mais ou menos o mesmo sentimento da música, após você aprender a letra, perder a graça.
Os anos passaram, os estudos se consolidaram e fiquei finalmente frustrado com tudo. Abandonei meus intrumentos nos respectivos cases, parei de me envolver com o meio (devido também à extrema nojentice dos frequentadores), perdi a veia musical de vez.

Esse sentimento perdurou até algum tempo atrás, quando decidi voltar a tocar, mesmo que em casa e só alguns minutos por dia... mas nada muito sólido, só uma música aqui, outra ali.
Eis que um dia, aleatoriamente, encontro um DVD recém saído do meu ídolo máximo musical (très cliché), Steve Vai, chamado "Where the Wild Things Are".
Eu tentaria descrever a sensação que tive ao assistí-lo, mas seria basicamente impossível. Então, assistam pelo menos os primeiros minutos do vídeo:



Ele é um artista que transcende os limites do físico no instrumento (sou tiete sim, whatever) e os transpõe para um campo sentimental, astral, ou sei lá qual terminologia usar. Como eu disse ontem a um grande amigo: "Daria minhas bolas pra tocar metade do que ele toca."

Sabe quando você é fã de futebol e seu time marca um golaço? A sensação pra mim de assistir a isso é mais ou menos à de assistir ao Brasil marcando uns 20 gols de bicicleta na seleção Argentina.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Dia do Amigo

Hoje, 20 de julho, é tido como o dia mundial do amigo.
Qual a origem disso? A data foi criada pelo (argh) argentino Enrique Ernesto Febbraro para comemorar a chegada do homem à Lua. Segundo o mesmo, seria uma oportunidade para fazer novos amigos pela galáxia. (dorgas?)

Pra mim, amigos sempre foram pessoas supervalorizadas na minha vida. Sempre fiz o máximo para agradar o meu círculo escolhido a dedo de amigos e sempre cobrei igual esforço... o que acabou afastando as pessoas mais "desprendidas".
Hoje parei pra pensar nos amigos que me acompanham, novos e velhos, presentes ou não. Percebi que nesse último ano estreitei laços com alguns deles, me afastei de outros que não acrescentavam nada à minha vida e, com toda certeza, tenho o melhor grupo de todos desde que posso me lembrar.

Devo boa parte da minha alegria conquistada hoje à uma mudança radical ocorrida a exatos 8 meses e 26 dias, motivada por um grande amigo. Nesse mesmo dia reencontrei duas pessoas que viriam a se tornar dois dos meus melhores amigos. Com esses amigos, uma semana depois, conheci uma das minhas melhores amigas. Um desses amigos, em um dia aleatório, viria a me empurrar em cima da minha atual namorada (e melhor amiga), que, através dela, me fez conhecer a minha mais nova (e ruiva) amiga. E isso é um ciclo que está só no começo.

Só tenho a agradecer a esse vasto e insano grupo que transforma os meus dias em risadas sinceras e cumplicidade absoluta.
Que venham mais "dias do amigo" para nós.